MUSEU EDUARDO ANDRÉ MATARAZZO



16 de janeiro, 2017   
             
Domingo é dia de pegar a estraga e fui com meus amigos até a cidade de Bebedouro visitar o Museu Eduardo André Matarazzo. Conheça um pouco da história. Eduardo André Matarazzo nasceu na cidade de São Paulo, no ano de 1932, filho de Francisco Matarazzo Junior, e neto do imigrante italiano Francisco Matarazzo que chegou ao Brasil, vindo de Salermo na Itália, em 1887. Desde jovem foi apaixonado por máquinas e veículos; seu interesse não se resumia ao design dos automóveis, mas, também, ao seu funcionamento e seu motor. Foi, também, proprietário do primeiro Wolksvagem a rodar no Brasil, o que levou a fábrica a lhe ofertar o último aqui produzido. Sua grande paixão era a restauração de carros. Para conseguir seu objetivo, aos 21 anos (1953), mandou construir, sob a garagem da casa onde morava em São Paulo, uma oficina amplamente equipada para a reforma de carros antigos, cujos carros eram baixados por um elevador. Quando voltava de seu trabalho como Vice-Presidente Executivo das Indústrias Reunidas F. Matarazzo, após o jantar, descia para a oficina onde orientava os mecânicos, eletricistas, funileiros e pintores que contratava, passando horas dedicadas a deixar os automóveis exatamente como eram quando saíram de fábrica, isto é, sempre utilizando peças originais; se não as encontrava no Brasil, comprava-as no exterior. Suas primeiras restaurações foram: um Opel, um Isotta Fraschini e uma Mercedes K. Night. Em 1967 casou-se com Eneida Matarazzo, cuja família era da cidade de Bebedouro, interior de São Paulo. Em 1968, por incentivo de sua esposa, acreditando que traria turistas e desenvolvimento para a cidade, decidiu transferir o Museu para Bebedouro. Em convênio com a Prefeitura, um prédio foi construído e inaugurado em 1969 para acolher a coleção, que não cessou de aumentar, já não apenas com novos carros, mas também outras máquinas antigas das mais diversas aplicações e utilidades, aviões e doações que recebia dos amigos ou empresas com as quais tinha muita ligação. As restaurações fizeram parte da vida de Eduardo até 3 de março de 2002 quando faleceu. Nesta data quatro veículos se encontravam em sua oficina em processo de restauro. O Museu foi assumido por sua filha, Patricia Matarazzo, que, em 2005, como homenagem a ele, mudou o nome do museu para “Museu Eduardo André Matarazzo”. Eduardo Matarazzo foi um dos precursores do Antigomobilismo no Brasil, tinha grande amor pela história e por objetos que ajudassem a entendê-la. Um de seus grandes méritos está no fato de que sempre quis dividir seu conhecimento com as pessoas, abrindo sua coleção particular a visitação pública. Fato bastante raro em nosso País. O acervo que compõe ao Museu ainda pertence a família e foi incorporado a uma Associação Sem Fins Lucrativos, que, caso seja desfeita tem seus pertences devolvidos a todos doadores. Este acervo é abrigado em um prédio pertencente a Prefeitura Municipal de Bebedouro, que nos cede o local através de Comodato.
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